Potência / Consumo:
Medido em watts. Quanta energia a luminária vai demandar para seu funcionamento. Sempre exigir o consumo total do equipamento, já que tanto a luminária como a fonte consomem energia.

Tensão de entrada:
Medida em volts. A companhia de energia entrega 110V ou 220V e fonte pode ser em cada uma dessas tensões ou ser bivolt. As luminárias trabalham em tensões e correntes diferentes das entregadas pelas companhias de energia, por isso é necessária a que tem a função de transformar a energia. Se uma luminária é conectada diretamente a rede será danificada. Importante que as fontes tenham um amplo rango de tensões para absorber as variações das redes.

Fluxo luminoso:
Medida em lumens. Quantidade de luz que a luminária entrega. Este é um dos pontos mais importante a considerar. Luminárias da mesma potência têm diferentes fluxos luminosos, dando uma menor eficiência energética. Este valor geralmente é nominal, sendo que o real estará por baixo, mas será aproximado.

Niveis de iluminação
Medido em Lux: lm/m². Quantidade de luz em uma superfície dada. Este é o valor mais importante do projeto e varia dependendo das atividades a serem realizadas. Quanto maior a necessidade de visualização de detalhes maior será a exigência de lux no plano de trabalho (geralmente 0,75 metros de altura). Os níveis de iluminação de um projeto variam dependendo da posição das luminárias no espaço (distancia entre luminárias e altura), características do entorno e características das luminárias. Além da quantidade de luz que as luminárias entregam é importante conhecer o ângulo de abertura ou curva fotométrica da luminária. Podem ser medidos a través de um luxímetro ou calculados em programas especializados.

Ângulo de abertura
Medido em graus. Toda luminária tem um ângulo de abertura que pode ser dado pelo ângulo de abertura do led ou pela utilização de uma lente específica. Indica como será distribuída a luz entregue pela luminária. Uma fonte de luz de 400 lumens em ângulo de 60° dará maiores níveis de iluminação em uma superfície determinada que outra fonte de luz com a mesma quantidade de lumens mas com um ângulo de 120°. Porem esta segunda fonte de luz iluminará uma superfície maior que a de ângulo mais fechado. Esta informação é importante na escolha da luminária a ser utilizada. Para maiores alturas será importante utilizar ângulos

mais fechados para direcionar a luz, mas se deverá ter cuidado de não gerar pontos de sombras entre as luminárias.

 

 

 

 

 

 

 

Curva Fotométrica:
Curva que mostra como será a distribuição da luz no espaço. Dada por lentes específicas. Além dos diferentes graus de abertura, a luz pode ser distribuída em diferentes formatos.

Eficiência energética:
Medida em lumens/watt. Quantos lumens são entregues por cada watt consumido. Quanto maior a quantidade de lumens que são entregues por cada watt melhor será a luminária. Existem vários fatores a ser considerados:

  • Rendimento do led. Quantos lumens por watt o led entrega. Indicado pelo fabricante.
  • Perda de potência pela fonte. Incide diretamente sobre o rendimento do led. Quanto melhor a fonte menor a perda.
  • Perda de luminosidade pela lente. Quanto melhor a lente menor a perda. Se a luminária contém um vidro a perda será maior.

Sempre solicitar informação sobre a eficiência energética.

Vida útil:
Medida em horas. Tempo de durabilidade da luminária. O valor indicado representa o momento que a luminária perde aproximadamente o 30% do seu fluxo luminoso. Em este aspecto são importantes a qualidade dos componentes, a correta dissipação de calor e montagem da luminária.

PF: Fator de potência corregida.
Medida em porcentagens ou valores mínimos e máximos. Isto indica o grau de correção que a fonte possui para a fuga de energia reativa do sistema. Esta energia é diferente da energia de consumo e a tarifada por separado. Uma luminária pode ter um consumo reduzido, mas não ter esta correção e gerar um consumo maior em energia reativa, o que fará que não exista economia no sistema. Em outras tecnologias de iluminação isto pode ser corregido a través de um banco de capacitores no quadro principal. Na tecnologia do led somente pode ser corregido na fonte de cada luminária.

THD – Total Harmonic Distortion
Medida em porcentagens ou valores mínimos e máximos. É o chamado barulho na línea, corrige o nível de interferência que um equipamento pode ter com respeito a outros. Tem menos importância que o fator de potência mas deve ser considerado. Também é corregido na fonte.

Temperatura de cor.
Medida em K – Kelvin. É a cor da luz branca. A pesar de todas serem brancas, algumas são mais quentes e outras mais frias. A luz branca se consegue a partir da mistura de cores vermelha, verde e azul. A temperatura de cor estará definida pela porcentagem que apresenta de cada uma dessas cores. Quanto menor o valor em K, maior a temperatura e vice-versa. São considerados três grandes grupos:

  • Branco quente: 2800K-3400K –Nominalmente se usa o valor 3000K. Contem maior quantidade de vermelhos e laranjas em sua composição.
  • Branco Neutro: 3400K – 4400K – Nominalmente se usa o valor 4000K
  • Branco frio: 4400 k em adiante – Se parte do valor nominal 5000k, são comuns também 5700K, 6000K e 6500K. Contem maior quantidade de azul em sua composição.

 

3Ds rendered image of 10 hanging lamps which use different bulbs. Color temperature scale. spectrum color on the cracked concrete wall and wooden floor

As temperaturas de cor tem diferenças importantes além da cor do branco. Algumas delas são:

-Reprodução de cor – CRI: A luz influencia sobre a percepção que temos das cores. Quanto maior seja o índice CRI maior será a reprodução cromática As temperaturas de cor mais quentes tem melhor índice CRI, pelo tanto temperaturas de cor mais quentes nos darão cores mais reais. Quanto

 

 

 

 

 

 

– Percepção do nível de iluminação. A pesar de que diferentes temperaturas de cor podem ter a mesma eficiência ou entregar a mesma quantidade de lumens, a percepção que temos da luz muda. Temperaturas de cor mais frias parecem ser mais intensas que as temperaturas de cor mais claras, tanto assim que inclusive aparelhos de medição indicaram maiores níveis de lux. As temperaturas de cor mais frias contem uma maior porcentagem de azul, nossos olhos e os aparelhos de medição são mais sensíveis a luz dessa cor.

– Percepção do ambiente iluminado: Temperaturas de cor mais quentes nos geram melhores percepções dos volumes e do espaço. Temperaturas de cor mais frias aplanam o espaço. Isto é de extrema importância a ter em consideração na imagem final do espaço.

– Influência em nosso organismo: Temperaturas de cor muito frias fazem que nossas retinas sejam mais estimuladas o que ao longo do tempo provoca um cansaço maior. Temperaturas de cor muito quentes tem o efeito contrario fazendo que nos relaxemos mais. O ideal para ambientes de trabalho é trabalhar com temperaturas de cor intermédias (4000K a 5700K).